Sempre foi muito bom falar da minha família, sempre foi confortável de mais, era fácil pertencer a ela e eu acho que ainda posso sentir isso.
O nosso pilar sempre foi a nossa mãe, Nívea, a minha linda mãe. Quem a vê parecendo tão delicada não pode imaginar o quão forte ela é, é como se cada célula de seu corpo fosse revestida do mais forte metal e gases nobres correcem por suas veias. Foi sempre ela quem segurou tudo. De todas as certezas que eu já tive a oportunidade de ter, a mais certa era de que ela sempre estaria lá, apesar de qualquer coisa, ela estaria.
Depois vem o meu pai, Joaquim, será que existem palavras que poderiam descrevê-lo? Eu só sei que ele é a pessoa mais inteligente e admirável que eu conheço, e ao mesmo tempo é a pessoa mais burra que eu conheço, nunca soube usar a mente privilegiada que tem. Meu pai é só emoção, e o amor que eu tenho por ele é absolutamente imenso, infinito, tão imenso quanto o estúpido talento que ele tem de saber nos magoar e nos decepcionar. É tão complicado!
E então a minha irmã, a mais velha, aquela que cuidou tanto de mim, a minha Táta, Viviane, que é tanto pra mim, tanto, que eu nem sei. Mas tudo havia mudado tanto entre nós, nesta dela se casar e depois voltar para casa com uma barriga para crescer nos pegou de surpresa, me pegou muito de surpresa e eu estava boquiaberta, mesmo tentando muito parecer normal. A minha irmã seria mãe? Era tão difícil de acreditar como se isso de tratasse de mim me preparando para a maternidade.
E por último, mas não menos importante (e se lesse isso ele diria "Puta clichê!"), ele, o meu cabeção, coisa chata, horroroso, retardado, lindo de morrer, irmão do meio. André, o Dé, aquele que desde criança eu acordo todos os dias querendo matar. Eu e o resto da família.
E tudo isso éramos nós, e todos eles eram eu, os olhos da mãe, o temperamento do pai. Eu era, nesse ponto, uma recém formada jornalista, trabalhava em uma redação de jornal, e gostava muito do meu trabalho, era uma coisa em que eu era boa e é sempre bom saber que em pelo menos alguma coisa você é realmente boa.
Morávamos eu, minha mãe e meus irmãos na mesma casa, meu pai morava com a minha avó desde a separação, minha Vó Jandira que era um caso a parte, e nós estávamos todos muito ansiosos pela chegada de mais um integrante, ou mais uma, não sabíamos ainda, estávamos todos muito ansiosos.
A nossa casa já estava precisando de várias adaptações, preparativos de quarto, talvez precisaríamos de algumas trocas, enfim tudo isso. No próximo pré-natal ficaríamos sabendo o sexo. Eu queria menino, o Dé queria menina e pro resto não tinha importância, mas eu pensava que outro menino seria o equilíbrio para a família, seríamos três homens e três mulheres, perfeito!
A nossa casa já estava precisando de várias adaptações, preparativos de quarto, talvez precisaríamos de algumas trocas, enfim tudo isso. No próximo pré-natal ficaríamos sabendo o sexo. Eu queria menino, o Dé queria menina e pro resto não tinha importância, mas eu pensava que outro menino seria o equilíbrio para a família, seríamos três homens e três mulheres, perfeito!
2 comentários:
Uma bonita descrição familiar familiar.
Acho interessante e magnífico a forma como as mães conseguem ser tão fortes por trás de figuras tão doces e delicadas. Ser mãe é uma dádiva, uma virtude.
Abreijos
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